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Dados do Trabalho


Título

Influência do bem-estar subjetivo e do trabalho na qualidade do sono em pessoas vivendo com HIV/Aids

Introdução

O HIV/Aids é considerado uma condição crônica de grande impacto no bem-estar subjetivo, afetando tanto a saúde física como psicossocial, podendo interferir em diversos aspectos, entre eles, a qualidade do sono.

Objetivo

Comparar a proporção da má qualidade de sono entre pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA), segundo o vínculo empregatício e bem-estar subjetivo.

Métodos

Estudo transversal com 307 PVHA atendidas em serviço especializado em Aids do município de Santos/SP. O bem-estar subjetivo foi avaliado pela versão curta do Subjective Well-being Inventory (SUBI) e a qualidade do sono pelo Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI). Foi questionado sobre o vínculo empregatício, sendo dicotomizado em trabalho remunerado e trabalho não remunerado. Dessa forma, a qualidade de sono foi avaliada nos dias de trabalho e nos dias de folga entre os que referiram ter trabalho remunerado; e no geral para quem referiu não ter trabalho remunerado. Para comparação das proporções foi realizado o teste de hipóteses qui-quadrado de Pearson.

Resultados

A idade média dos participantes era de 47,6 anos (±12,1 anos), sendo 52,4% do sexo feminino, 49,5% solteiros(as), 33,9% com ensino médio completo e 39,7% possuíam trabalho remunerado. A prevalência da má qualidade de sono entre os que tinham trabalho remunerado foi de 53,3% nos dias de trabalho e 50,8% nos dias de folga; e a prevalência de pior bem-estar subjetivo foi de 41,0%. Entre os que referiram não ter trabalho remunerado, a prevalência da má qualidade de sono foi de 57,8% e a prevalência de um bem-estar subjetivo ruim foi de 51,4%. Não foi verificada diferença na proporção da má qualidade de sono de acordo com o trabalho (trabalha: 50,8% vs. não trabalha: 57,8%). Por outro lado, verificou-se uma maior proporção de pessoas que referiram um bem-estar subjetivo ruim com má qualidade de sono (dias de trabalho: 55,4%, dias de folga: 54,8%, geral: 62,2%).

Conclusões

Não houve relação entre má qualidade de sono e trabalho. No entanto, aqueles que apresentaram pior bem-estar subjetivo também apresentaram má qualidade do sono.
Agradecimentos: Ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) pelo financiamento da pesquisa e a Profa. Dra. Claudia Roberta de Castro Moreno, da Faculdade de Saúde Pública, USP, pela contribuição intelectual. Apoio: Secretaria Municipal de Saúde de Santos - Departamento de Vigilância - Coordenadoria de Controle de Doenças Infectocontagiosas.

Palavras-chave

HIV, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Sono, Qualidade de Vida.

Área

Área Básica

Instituições

Universidade Católica de Santos-UNISANTOS - Sao Paulo - Brasil, Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP - Sao Paulo - Brasil

Autores

Luciana Fidalgo Ramos Nogueira, Adriana Sousa Duarte, Pollyanna Pellegrino, Patrick Herman Paterlini, Thais Carvalho Fonseca, Marcelo Marcos Piva Demarzo, Silvia Regina Viodres Inoue, Elaine Cristina Marqueze