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Dados do Trabalho


Título

Análise da relação entre Padrão Alternante cíclico e hiperativação simpática numa paciente hipertensa resistente com síndrome da apneia obstrutiva do sono: Relato de Caso.

Introdução

Pouco se diagnosticam os distúrbios respiratórios do sono na população em geral, principalmente em hipertensos resistentes. Os critérios diagnósticos de distúrbios do sono ainda são baseados nas informações da macroarquitetura do sono. A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) leva a despertares frequentes e alterações autonômicas, do ritmo cardíaco e da pressão arterial. Ondas lentas de alta amplitude são observadas antes do aparecimento de frequências mistas de baixa voltagem no sono não REM. Esses complexos periódicos foram definidos como padrões alternantes cíclicos (PAC), os quais são relacionados à instabilidade do sono. As associações sequenciais entre PAC e atividade autonômica não tem sido muito estudada.

Objetivo

Ilustrar através de um relato de caso a relação entre o PAC e as alterações autonômicas de uma paciente com hipertensão resistente e SAOS.

Métodos

Paciente do sexo feminino, 55 anos, obesa, hipertensa resistente foi submetida ao exame de polissonografia (PSG) noturna tipo I com aparelho de MAPA e holter, devido às queixas de dificuldade de controle da pressão e sono fragmentado.

Resultados

Os resultados da PSG mostraram um índice de apnéia/hipopnéia severamente elevado, índice de despertares elevado, associados a eventos respiratórios e dessaturação significativa da oxihemoglobina. No MAPA não houve o descenso noturno da pressão arterial com cargas pressóricas acima da normalidade durante o sono tanto da pressão sistólica quanto da diastólica. No holter foram analisadas as variáveis de freqüência cardíaca nos domínios de tempo e freqüência, observando-se um aumento das durações em milisegundos dos índices de tempo que sofrem grande influência das variações do sono ou vigília, o SDANN e o SDNN. Já no domínio de freqüência houve uma maior predominância do LF (low frequency) sobre o HF (high frequency) que representa também uma maior modulação simpática. Na análise do PAC observamos um elevado número e duração de eventos de fase A, relacionados com os eventos respiratórios na PSG e também com o horário do MAPA de maior pico pressórico no sono.

Conclusões

Tais resultados inferem uma possível associação do PAC com flutuações autonômicas, podendo talvez servir como um marcador de hiperativação simpática, não somente em distúrbios respiratórios, como também, nas demais patologias do sono. Estudos de casos-controles são necessários para se confirmar essa relação.

Palavras-chave

Padrão alternante cíclico, hipertensão resistente, hiperativação simpática, síndrome da apneia obstrutiva do sono.

Área

Relato de Caso

Instituições

UNIRIO - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

Paula Vallegas Soares Bilouro , Glenda Corrêa Borges de Lacerda , Chirlene Santos Souza Moreira , Maria Helena de Araújo Melo , Maria do Carmo Valente de Crasto