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Dados do Trabalho


Título

Sono, antropometria e pressão arterial de profissionais da enfermagem: uma avaliação nos turnos de trabalho

Introdução

A necessidade do trabalho contínuo de algumas categorias profissionais que exercem atividades essenciais, como a enfermagem, levou a sociedade a organizar em alguns serviços a jornada diária em forma de turnos nas 24 horas do dia. Pessoas que trabalham nesses horários, podem estar sujeitas a vários problemas de saúde como alterações do padrão do sono, transtornos cardiovasculares e metabólicos, que podem ser explicadas pelo desalinhamento circadiano devido a reversão do tempo de trabalho, sono, ingestão alimentar e estilo de vida seguido por esses trabalhadores

Objetivo

Avaliar o padrão de sono, a pressão arterial média, o índice de massa corporal (IMC) e a circunferência de cintura, de profissionais da enfermagem de serviços públicos de pronto atendimento nos turnos de trabalho, em município do sul de Minas Gerais

Métodos

Estudo observacional, descritivo e correlacional, com abordagem quantitativa e do tipo transversal. Utilizou-se um questionário para o conhecimento do perfil sociodemográfico e o diário de sono, instrumento elaborado e validado pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, para avaliar o padrão de sono, preenchido por sete dias. Para os dados antropométricos, foram utilizados um antropômetro vertical, fita maleável e inelástica e balança digital. Para a aferição da pressão arterial, utilizou-se o método auscultatório com esfignomanômetros aneróides e manguitos adequados ao diâmetro do braço de cada sujeito

Resultados

Trabalhadores do turno da noite apresentaram média inferior de qualidade de sono noturno, com mais cochilo e de maior duração, bem como menor média de duração de sono, em relação aos dos trabalhadores diurnos. A pressão arterial média ficou dentro da classificação de valor ótimo e não houve diferença estatisticamente significante na comparação da pressão arterial entre os turnos de trabalho. Observou-se na amostra estudada, altos valores de IMC, na qual 59,09% dos profissionais apresentam-se obesos ou com sobrepeso, bem como níveis elevados de circunferência de cintura. Os trabalhadores apresentaram ainda alto índice de inatividade física

Conclusões

Este estudo foi inédito nesses locais de trabalho, tornando possível traçar um perfil e panorama desses profissionais em relação a aspectos importantes de saúde ocupacional. O conhecimento desta realidade poderá ser útil para contribuir com outros estudos e estratégias preventivas, que possam beneficiar a equipe de enfermagem

Palavras-chave

Trabalho em Turnos, Enfermagem, Sono, Índice de Massa Corporal, Hipertensão

Área

Área Clínica

Instituições

Programa de Pós Graduação em Enfermagem-Faculdade de Enfermagem-UNICAMP-SP - Sao Paulo - Brasil

Autores

Joice Araújo Marçal, Sandra Soares Mendes, Bruno Fernando Moneta Moraes, Carolina Pasquini Praxedes Salvi, Milva Maria Figueiredo De Martino