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Dados do Trabalho


Título

Abordagem multidisciplinar da SAOS: atuação do fisioterapeuta e psicólogo

Introdução

As causas da AOS são multifatoriais e o tratamento deve ser personalizado. A abordagem multidisciplinar possui diversidade de recursos e favorece uma ampla intervenção. Quando se opta pela terapia com PAP, a adesão de longo prazo é o fator essencial.

Objetivo

Demonstrar, através de caso clínico, como o protocolo multidisciplinar (fisioterapeuta e psicólogo) favorece a terapia de longo prazo com PAP.

Métodos

Paciente feminino, 61 anos, solteira com IMC 25, ESE 6, PSG Basal: IAH de 75,8 eventos/h, PSG de Titulação: 6cmH2O, se queixava de sono não reparador, dificuldade de concentração, cefaleia matinal e insônia primária há 15 anos. Foi encaminhada ao fisioterapeuta para adaptação com PAP. A abordagem inicial é educacional e prática: escolha da máscara e experimentação da PAP associando exercício respiratório. Após iniciar o uso do aparelho, o acompanhamento é realizado em intervalos de 7 e 30 dias, sendo antecipado conforme a necessidade. Devido à insônia, apresentou dificuldades de adesão. Foi encaminhada para avaliação psicológica, que tem por objetivo detalhar queixas de alteração de personalidade, insônia, ajustar hábitos de higiene do sono e investigar correlação das queixas com eventos traumáticos. Foram realizadas 4 sessões baseadas na terapia cognitiva comportamental (TCC). As duas primeiras, focadas no levantamento de história pessoal e sofrimento psíquico e as duas últimas na consolidação das mudanças de comportamento. Concomitantemente, os ajustes de pressão se faziam necessários. No período de 4 meses a média de uso do PAP de 4h06 foi para 6h46, e os sintomas de cefaleia matinal, insônia e dificuldade de concentração foram minimizados, evidenciando a adesão adequada ao tratamento. Após 2 anos e 6 meses, a paciente já não apresentava queixas de sono e a média de uso do PAP foi de 7h02/noite com IAH 1,6 eventos/h com pressão terapêutica de 9cmH2O.

Resultados

Antes da terapêutica combinada a paciente apresentava queixas e dificuldade de uso da PAP por mais de 4h/noite. Após intervenção multidisciplinar houve ausência das queixas e a média de uso da PAP após 2 anos 6 meses se manteve em 7h/noite com IAH:1,6 eventos/h.

Conclusões

A AOS é multifatorial e a opção pela terapia com PAP pressupõe tratamento vitalício. Isso requer uma adaptação eficaz e para isso, faz-se necessário tanto uma avaliação quanto um tratamento multidisciplinar que contemple a diversidade de fatores.

Palavras-chave

SAOS, Multidisciplinar, CPAP, Psicologia

Área

Área Clínica

Instituições

UNICAMP - Sao Paulo - Brasil

Autores

Mila Oliveira Cunha, Itamá Magalhães Costa, Edilson Zancanella