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Dados do Trabalho


Título

INCIDÊNCIA DE RONCO E SONOLÊNCIA DIURNA EM ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPIRITO SANTO

Introdução

O ronco é um dos primeiros sintomas dos distúrbios respiratórios do sono e, pode estar associado a outros problemas relacionados ao sono, que acarretam em sonolência diurna excessiva (SDE), principalmente em estudantes do ensino superior, mas ele é ainda subdiagnosticado entre os jovens.

Objetivo

Avaliar a incidência de ronco e de SDE nos estudantes da área da saúde e verificar a incidência de alto risco para SAOS; verificar se há correlação entre o alto risco e a incidência de ronco, fadiga (cansaço) e apneia; e, entre fadiga (cansaço) e SDE.

Métodos

Trata-se de um estudo descritivo, transversal, aprovado pelo CEP sob o nº 52760515.0.0000.5060. Oitocentos e sessenta e quatro estudantes responderam o Questionário de Berlim (QB) e a Escala de Sonolência de Epworth (ESE). O QB avalia a frequência e intensidade dos roncos e a ocorrências de pausas inspiratórias durante o sono; o cansaço e a fadiga; e a presença de hipertensão e de obesidade. A ESE avalia a probabilidade de cochilar ou dormir em oito situações rotineiras. Utilizou-se o programa Prism 5, o teste de Qui-Quadrado e a correlação de Sperman com o nível de significância de 5% e intervalo de confiança de 95%.

Resultados

154 (18%) dos estudantes roncavam e, 63 (7,4%) destes roncavam numa frequência de 1 a 2 vezes por semana, 77 (9%) relataram ter pausas respiratórias durante a noite; 302 (34%) dos estudantes disseram estar cansados e fadigados após acordar e 38 (4%) disseram ter caído no sono enquanto dirigiam. Verificou-se que 71 (8%) dos estudantes obtiveram score global de alto risco para SAOS. Houve correlação positiva e significante entre os estudantes que apresentaram alto risco para SAOS e os estudantes roncadores (r²= 0,79), apneicos (r²=0,93) e fadigados (r²=0,91). A média do score total da ESE foi de 12 ± 0,1 em 457 (52%) estudantes e, em 176 estudantes (27%) observou-se um score superior a 16 e, houve uma correlação positiva e significativa (r²=0,90), entre SDE e fadiga.

Conclusões

Estima-se alto risco para SAOS em 8% dos estudantes e uma forte correlação deste com ronco e apneia, sendo a fadiga o fator que mais contribuiu para esse alto risco nesta população. A SDE observada pode estar relacionada mais à privação e a qualidade do sono do que com o alto risco para a SAOS. Entretanto, salienta-se a importância da realização de novos estudos para verificação de SAOS e/ou de privação de sono nesta população.

Palavras-chave

Acadêmicos da saúde, ronco, sonolência diurna excessiva, privação do sono.

Área

Área Clínica

Autores

Maria Teresa Martins Araújo, Andréa Fim Berud, Carolina Souza Medeiros, Maria Christina Thomé Pacheco