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Dados do Trabalho


Título

Comparação das alterações autonômicas entre homens e mulheres com a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

Introdução

A SAOS desencadeia uma série de efeitos hemodinâmicos agudos, autonômicos, inflamatórios e metabólicos e, dentre esses efeitos a hiperatividade simpática possui grande relevância clínica. Indivíduos apneicos apresentam baixa variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC), entretanto não está bem definido o comportamento dessa variabilidade entre os sexos.

Objetivo

Verificar se há diferença na atividade simpática e parassimpática entre homens e mulheres com a SAOS.

Métodos

Trata-se de um estudo analítico, observacional e transversal em 20 pacientes (12 homens e 8 mulheres) com SAOS, na faixa de idade entre 37 a 70 anos, com IMC entre 25 a 30 kg/m2, aprovado pelo CEP sob o 52771615.0.0000.5060. Os componentes da VFC analisados para verificação da atividade parassimpática foram iRRM, PNN50, RMSSD e o HF, sendo este o mais fidedigno para análise desse sistema. Para a verificação da atividade simpática utilizou-se o componente LF. Para analisar o equilíbrio da atividade simpato-vagal foi utilizada a relação LF/HF da VFC. Utilizou-se o programa IBM SPSS Statistics 19, o teste t-student e anova de uma ou duas vias com o nível de significância de 5% e intervalo de confiança de 95%.

Resultados

A média de idade foi 49±9 para o sexo masculino e a 50±7 para o sexo feminino. Verificou-se que a FCM foi significativamente maior no sexo masculino em comparação ao sexo feminino tanto em decúbito (82±7 vs 73±6 bpm, respectivamente) quanto em ortostatismo (72±10 vs 62±7bpm, respectivamente). Houve redução significativa dos componentes parassimpáticos iRRM, PNN50, em decúbito e ortostatismo, RMSSD em ortostatismo e, HF em decúbito no sexo masculino quando comparado com o sexo feminino e, redução significativa do componente simpático no sexo feminino (37±17) em relação ao masculino (62±22), observando-se uma relação simpato-vagal maior no sexo masculino.

Conclusões

Indivíduos do sexo masculino com SAOS apresentaram menor VFC, maior atividade simpática, indicando uma pior adaptação do sistema nervoso autônomo e, alteração do balanço simpato-vagal, enquanto que o sexo feminino, foi menos reativo ao tônus simpático e mais equilibrado no balanço simpato-vagal. Acredita-se que o sexo masculino tenha maior risco cardiovascular em comparação com o feminino.

Palavras-chave

SAOS, VFC, Sistema nervoso autônomo, mulheres, homens.

Área

Área Clínica

Instituições

Universidade Federal do Espírito Santo - Espirito Santo - Brasil

Autores

Maria Teresa Martins Araújo, Luis Henrique Cêia Cipriano, Ytalo Gonçalves Borges, Stephanie Rezende Alvarenga Moulin , Maria Bernadete Renoldi de Oliveira Gavi, Pablo de Lucio Gava