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Dados do Trabalho


Título

Efeito do estado nutricional da criança aos dois anos na função cognitiva da memória aos quatro anos de idade: estudo de coorte.

Introdução

Além das doenças crônicas e manutenção da obesidade na vida adulta, o excesso de peso em crianças aumenta o risco de ocorrência de transtornos como depressão, distúrbios alimentares e falhas nas funções cognitivas: linguagem, atenção e memória. Essas habilidades cognitivas quando em disfunção, aumentam a probabilidade de surgirem dificuldades de aprendizagem que podem prejudicar o rendimento escolar. Neste contexto, destaca-se a memória, considerada a função cognitiva preditora de uma eficiente escolarização uma vez que os processos mnêmicos auxiliam na aquisição de vocabulário, habilidades psicomotoras e habilidades matemáticas. Esse estudo será útil para entender o efeito do estado nutricional da criança nos primeiros anos de vida no desenvolvimento de sua memória.

Objetivo

Investigar se o estado nutricional da criança nos primeiros anos de vida possui relação com o desenvolvimento cognitivo futuro da memória.

Métodos

Coorte com crianças de 4-5 anos incluídas no estudo Preditores do excesso de peso da mãe e da criança-PREDI que iniciou em 2012 em uma maternidade pública de Joinville-SC. O estudo investiga os principais determinantes do excesso de peso da mãe/filho e encontra-se no 3º seguimento (2012 (n=435), 2014 (n=314), 2016 (n=217). Do 2º seguimento, utilizou-se neste estudo variáveis sociodemográficas, econômicas e biológicas da mãe e da criança. Do 3º seguimento, que se encontra em andamento (n parcial:101), utilizou-se a avaliação da memória da criança. O instrumento utilizado foi uma subescala do Teste de Habilidades e Competências Pré-Alfabetização-THCP® validado e padronizado no Brasil. A visita foi agendada por contato telefônico e o teste foi aplicado na residência da participante, na presença de um psicólogo e normalmente, na presença da mãe.

Resultados

Os resultados parciais indicam haver maior proporção de crianças classificadas com memória inferior quando as mães apresentaram: idade entre 20-30 anos,62,3%; 9-12 anos de estudo, 42,6%; casada/união estável, 86,9%; renda <3 salários mínimos, 53,3%; <6 meses de aleitamento materno exclusivo, 70,0%; IMC materno ≥25, 57,4%. Crianças entre 18-25 meses, do sexo masculino e com IMC >P85, também foram mais frequentes no estrato inferior da memória, representando 54,1%, 55,7% e 63,9%.

Conclusões

A análise dos dados parciais sugere que a renda, o aleitamento materno por tempo insuficiente e o IMC da mãe e da criança podem comprometer o desenvolvimento da memória da criança.

Palavras-chave

Memória; Estado Nutricional; Funções Cognitivas.

Área

Área Básica

Instituições

Universidade da Região de Joinville - Santa Catarina - Brasil

Autores

Simone Kácia Wendt, Edimari Wendt, Bruna Constantino, Melody Mansani Trombelli, Sandra Czarnobay, Cecília Burigo, Silmara Mastroeni, Marco Fabio Mastroeni