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Dados do Trabalho


Título

SAOS POR OBESIDADE EXÓGENA EM PEDIATRIA

Introdução

A SAOS caracteriza-se por episódios de obstrução das vias aéreas superiores no momentodo sono. Inícia-se como ronco primário, passando ao aumento da resistência das vias aéreas, hipoventilação obstrutiva até a SAOS. Na infância, a doença está ligada a fatores de risco como: obesidade, hipertrofia adenotonsilar e anomalias craniofaciais.

Objetivo

Relatar o caso de uma criança com obesidade exógena que desenvolveu SAOS Grave.

Métodos

As informações do trabalho foram obtidas através da revisão do prontuário, registro fotográfico de gráficos com os dados do paciente e revisão da literatura.

Resultados

Paciente masculino, filho de mãe obesa, nascido com peso 3610g e comprimento 48cm, foi levado à atendimento médico - aos 7 meses de idade - por ganho ponderal excessivo, desde a introdução da alimentação complementar. Aos 4 anos, passou a ser acompanhado no Ambulatório de Endocrinopediatria e referenciado à Nutricionista. Apresentava: Peso 59kg (> percentil 95), Altura de 112,4cm (percentil 90), IMC de 46,7 (> percentil 95), Circunferência Abdominal (CA) 108cm (> percentil 95), PA 146x94 mmHg, dermatite em dobras, abdômen protuso pendular, além de hipertrofia de amígdalas. A mãe referia respiração ruidosa e dispneia aos mínimos esforços. Os exames solicitados denotaram: colesterol total de 207 mg/dL, esteatose hepática leve ao ultrassom, hipertrofia de adenoides ao rx de cavum e oximetria noturna com média de SatO2 de 72,75% - associada a valores de PA elevados. Posteriormente, a polissonografia mostrou SAOS Grave (IAH >13). O paciente recebeu os diagnósticos de: obesidade exógena, SAOS grave e HAS secundária. Fora prescrito CPAP, orientado exercício físico (3x/semana), feita correção alimentar e realizada adenoamigdalectomia. Observou-se, com a adesão ao tratamento, diminuição gradativa do peso e da circunferência abdominal, melhora da dermatite de dobras, melhoras dos padrões de sono/respiratório e normalização da PA. Aos 7 anos, apresentava: Peso 40,3kg, IMC 24, Altura 129,5cm, CA 78cm. Também mostrou-se sem queixas respiratórias e foi suspenso o uso de CPAP e constatou-se melhora considerável da SAOS.

Conclusões

Apesar da baixa prevalência em crianças - entre 1 a 4% - a SAOS, se existente, pode acarretar em sérias morbidades. Quando associada à obesidade, seu quadro pode ser grave e trazer conseqüências incomuns na infância como a elevação da pressão arterial. Para resolução da SAOS é necessária a correta identificação da etiologia e adesão do paciente à conduta proposta.

Palavras-chave

SAOS, Criança, Obesidade.

Área

Relato de Caso

Autores

HELENA BEDATTI ZEH, Guilherme rohden schlickmann, Suely Keiko Kohara, Gigliola Pozzebon