Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Narcolepsia e microRNAs: revisão sistemática

Introdução

A narcolepsia é caracterizada por sonolência diurna com ou sem cataplexia, alucinações hipnagógicas e paralisia do sono. É uma das principais causas de sonolência diurna incapacitante após a apneia obstrutiva do sono. O quadro pode ser dividido em dois tipos, sendo o tipo 1 (narcolepsia com cataplexia) com uma prevalência de 25 a 50 por 100.000 indivíduos ao ano. Já a prevalência da narcolepsia do tipo 2 (narcolepsia sem cataplexia), é incerta, por falta de estudos epidemiológicos.

Poucos trabalhos buscaram correlacionar o envolvimento dos microRNAs com a narcolepsia. Além disso, nenhum trabalho trouxe informações mais consistentes sobre o estudo dos microRNAs como biomarcadores da narcolepsia, favorecendo os pacientes com um diagnóstico mais precoce.



Objetivo

Avaliar a possível correlação da narcolepsia com alterações em microRNAs, assim como o uso dos microRNAs como possíveis biomarcadores para o diagnóstico da narcolepsia, trazendo atualização sobre o tema.

Métodos

Foi realizada uma revisão sistemática em três bancos de dados eletrônicos médicos confiáveis (incluindo PubMed, Scielo e Uptodate) até julho de 2017, utilizando a seguinte consulta: "Narcolepsy AND microRNA" (Medical Subject Headings). Também foi verificado o registro de ensaios clínicos (Clinicaltrials.gov) para estudos adicionais em andamento e inéditos. Nenhuma restrição de idioma ou tempo foi imposta.

Resultados

Até o dia 10/07/2017 foram encontrados 3 artigos científicos como resultado. Cada um dos trabalhos foi avaliado quanto a sua qualidade metodológica e os 3 foram selecionados para a redação dos resultados da pesquisa.

Conclusões

As alterações nos miRNAs plasmáticos miR-130a, miR26a, miR-30c e let-7f foram as principais relatadas na narcolepsia, o que sugere com maior foco seu estudo para futuros testes como biomarcadores nos pacientes portadores da doença. Concentrações alteradas dos miRNAs 9, 11 e 13 foram incitadas no líquor de pacientes com narcolepsia em comparação a indivíduos saudáveis, o que também pode ser um foco de pesquisas para sua futura utilização no diagnóstico.

Entretanto, novos estudos são necessários para conhecermos melhor não só a importância fisiopatológica real dos microRNAs na doença, mas também possíveis abordagens de tratamento que possam até ser mais efetivas que as atuais.

Palavras-chave

‘’miRNA’’, ‘’narcolepsia’’, ‘’epigenética’’ e ‘’expressão gênica’’

Área

Área Clínica

Autores

André Eduardo Almeida Franzoi