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Dados do Trabalho


Título

CORRELAÇÃO ENTRE RISCO DE SÍNDROME DA APNEIA OBSTRUTITA DO SONO E ALTERAÇÕES CARDÍACAS EM PACIENTES SEM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

Introdução

A síndrome da apneia obstrutiva do Sono (SAOS) tem sido associada às doenças cardiovasculares, entre elas a insuficiência cardíaca (IC).A coexistência de SAOS e IC em cenários clínicos torna difícil definir claramente o impacto exato e na remodelação e na função cardíaca e vice-versa.
As alterações fisiopatológicas relacionadas à SAOS e sua contribuição para o risco cardiovascular são consequências da maior atividade simpática, aumento do stress cardíaco, alterações pró-inflamatórias e disfunção endotelial.
Além da polissonografia, considerada como o padrão ouro para diagnóstico de SAOS, há escalas que não diagnosticam o transtorno, mas indicam pessoas em risco, entreas quais está o Questionário de Berlim (QB). Os indivíduos classificados como de alto risco para síndrome apresentam uma frequência 5x maior que os demais no índice de Distúrbio Respiratório. O QB apresentou uma sensibilidade de 80% e especificidade de 77% em relação ao encontrado pela polissonografia.

Objetivo

Estudar a associação do alto risco de SAOS com alterações estruturais e funcionais do Coração em pacientes sem IC clínica.

Métodos

Estudo transversal, parte do Estudo Digitais, envolvendo 550 usuários do programa Médicos da Família de Niterói com faixa etária entre 45 e 89 anos, selecionados aleatoriamente. A classificação dos indivíduos de risco para SAOS foi realizada pelo CB e presença de alterações estruturais e funcionais cardíacas por ecocardiogramatranstorácico.
O programa SPSS versão 21 (SPSS Inc. Chicago) será utilizado para as análises estatísticas. Variáveis categóricas serão comparadas usando teste qui-quadrado, as comparações das variáveis contínuas com as categóricas serão testadas usando o teste T de Student ou ANOVA, para amostras independentes com distribuição normal e teste Mann-Whitney ou Kruskal Wallis. O nível de significância estatística para o modelo final será 0,05.

Resultados

Foram incluídos 569 indivíduos sem IC, sendo 62% do gênero feminino. Obteve-se como resultados preliminares de alto risco para SAOS (global) de 39,2%, presença de disfunção diastólica 34,8%, índice de volume de átrio esquerdo > 29mL/m2 7,3%, fração de ejeção do VE < 50% 1,7 % volume diastólico final > 97 mL/m2 0,09 e < 8 cm/s 20,3%, relação E/e’ > 8 cm/s 23,1%.

Conclusões

O estudo da associação de SAOS e surgimento das anormalidades estruturais e funcionais cardíacas poderão contribuir para a discussão da adoção de mais um critério para selecionar indivíduos em risco de desenvolvimento de IC clínica.

Palavras-chave

SAOS , IC e Ecocardiografia.

Área

Área Clínica

Autores

ADSON RENATO LEITE, ERICA DE ABREU MACEDO, ANTONIO JOSE LAGOEIRO JORGE, MARIA LUIZA GARCIA ROSA, CLARA MÔNICA FIGUEREDO LIMA