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Dados do Trabalho


Título

Aparelhos intraorais alternativos para pacientes com SAOS grave inadaptados aos PAPs.

Introdução

Na síndrome da apneia obstrutiva do sono acontece o colapso total ou parcial da via aérea superior (VAS) causada pelo estreitamento anatômico ou hipotonicidade muscular na orofaringe, bloqueando a ventilação aérea apesar do esforço torácico. Na hipopneia o bloqueio da ventilação é parcial com redução da oxigenação arterial. O controle secundário das apneias mistas e centrais levanta a hipótese de relação de interdependência desses eventos e a apneia obstrutiva, hipótese ainda não justificada cientificamente. O tratamento padrão ouro para SAOS grave é a ventilação mecânica através dos PAPs (Positive Airway Pressure). Apesar de eficaz, há evidências de aceitação controversa, com queixas de claustrofobia, necessidade de utilização de hipnóticos, obstrução nasal, xerostomia, depressão e insônia. Constatada a inadaptação aos PAPs deve-se substituir a ventilação pelos aparelhos intraorais (AIOs). Os AIOs podem ser de anteriorização mandibular e/ou de controle lingual e serem indicados para SAOS grave quando o uso do CPAP tiver falhado ou sido recusado. Quanto a efetividade na cognição concluiu-se que os efeitos foram semelhantes entre os PAPs e os AIOs e ambas as técnicas similares sobre a diminuição da pressão arterial sistêmica. Embora os PAPs sejam superiores aos AIOs na redução dos eventos respiratórios na polissonografia, os pacientes apresentam preferência pelos AIOs.

Objetivo

O objetivo foi investigar através das polissonografias se a substituição do PAP – nos casos de inadaptação - pelo AIO em pacientes com SAOS grave poderia desestabilizar ou comprometer a normalização do IAH e da dessaturação da oxihemoglobina, e os demais parâmetros polissonográficos.

Métodos

Quatro pacientes, com registros polissonográficos de SAOS grave foram submetidos aos PAPs. Não havendo adesão, optou-se pela utilização do AIO de controle lingual em dois pacientes e de controle lingual conjugado com avanço mandibular nos outros dois. Foi realizada comparação polissonográfica em um mesmo laboratório de sono feita com os PAPs na boca e na sequência com os AIOs na boca, Os dados foram tabulados para melhor visualização.

Resultados

Evidenciou-se a manutenção dos índices de controle do IAH e da oximetria, mantendo-se o padrão de normalidade.

Conclusões

Conclui-se que, mediante inadaptação aos PAPs, os AIOs, baseados na técnica lingual podem ser uma alternativa, mesmo naqueles pacientes com SAOS grave, quando acompanhados sistematicamente.

Palavras-chave

Palavras chave: SAOS; Pap; AIO; Polissonografia

Área

Área Básica

Autores

MARILENE OLIVEIRA TRINDADE, Jorge Machado Caram, Antônio Rocha, Joelma Maria Pereira Ribeiro