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Dados do Trabalho


Título

Achados Polissonográficos e Queixas de Sono em Atletas de Elites Durante a Preparação para os Jogos Olímpicos RIO 2016

Introdução

O sono é considerado por atletas de elite, treinadores e treinadores como um aspecto importante no processo de recuperação pós-exercício e é um fator crítico para um ótimo desempenho, sendo que, a qualidade de sono é um fator de relevância e merece ser levada em consideração nas avaliações de atletas de alto desempenho.

Objetivo

O presente estudo teve como objetivo investigar o padrão, queixas e distúrbios do sono dos atletas de elite durante a preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016. O estudo incluiu 146 atletas da equipe olímpica brasileira (homens: n=86; 59%; Feminino: n=60; 41%) com idade média de 24,3 ± 4,6 anos.

Métodos

O acompanhamento em relação ao sono dos atletas olímpicos ocorreu entre os anos de 2013 a 2016, durante o período de preparação para a Jogos Olímpicos do Rio 2016. Os atletas foram acompanhados por médicos especialistas em sono e realizaram exame de polissonografia (PSG), sendo que, após os resultados do PSG, realizaram o atendimento médico e quando necessário realizar o tratamento para os distúrbios de sono. Os resultados são apresentados por meio de estatísticas descritivas (média ± desvio padrão, intervalo de confiança [IC 95%] e distribuição de frequência).

Resultados

Em relação às queixas do sono, 53% dos atletas reclamaram durante a consulta médica que apresentavam uma queixa e a queixa de sono mais prevalente foi sono insuficiente/acordar cansado (32%), seguido de ronco (21%) e insônia (19,2%). Em relação aos achados do PSG, observou-se uma redução no tempo de sono total, com o número médio de horas de sono de 5:31 horas, diminuição da eficiência do sono, diminuição do estágio N3 e latência de sono aumentada (31 minutos). Após exame PSG e avaliação clínica, a insônia foi o transtorno do sono mais prevalente entre atletas (19%), seguido de bruxismo (7%) e AHI (7%).

Conclusões

Podemos concluir que, em nosso estudo, a maioria dos atletas apresentaram queixas de sono e a queixa mais prevalente foi acordar cansado/ sono insuficiente e a prevalência de distúrbios do sono após avaliação do PSG e avaliação clínica foi que 36% dos atletas apresentavam algum distúrbio de sono, senda a mais prevalente a insônia os atletas. O teste de PSG mostrou alterações nos padrões de sono, como aumento da latência do sono, diminuição do tempo de sono total, diminuição da eficiência do sono e diminuição do estágio N3. Agradecimentos: CEPE, CEMSA, AFIP, CAPES, CNPq, COB, FUNDEP, UFMG e FAPEMIG.

Palavras-chave

Distúrbios de Sono; Queixas de Sono; Atletas; Desempenho Esportivo.

Área

Área Clínica

Instituições

Universidade Federal de Minas Gerais - Minas Gerais - Brasil, Universidade Federal de São Paulo - Sao Paulo - Brasil

Autores

Andressa Silva, João Paulo Rosa, Mario Antônio Simim, Fernanda Narciso, Dayane Rodrigues, Fernanda Viana, Segio Tufik, Marco Tulio De Mello